
Desaba(fa)ndo pensamentos


São Paulo, Dezembro de 2008.
... como o ser humano pode ser desprezível, não?
Considero o primeiro beijo um karma (?) maior que o a primeira transa. Porque, falando difícil, além de ser uma demonstração afetiva sincera, ocorre justamente na época mais encantada de nossas vidas: a juventude. A época em que mais somos ansiosas, entusiasmadas, empolgadas, curiosas e cheeeeia de dúvidas. Quem não conhece alguém que se frustrou depois de dar o primeiro beijo? Que viu o príncipe se transformar em sapo? Ou aquela amiga que ensaiou e se preocupou tanto pra não “fazer feio” e no final foi um desastre? Mas é coisa normal – a gente descobre depois -, com a prática tudo se ajeita.
Já perdi a conta de quantas vezes eu, estudando história ou lendo alguma matéria/artigo sobre os movimentos estudantis da década de 60 e 70, repeti pra mim mesma que tinha nascido na época errada.
O que seria do mundo se não fosse os sonhadores? As pessoas que vislumbram e escolhem seu próprio futuro? A diversidade e riqueza cultural devem muito à essas pessoas, que fazem o que o gostam e não acatam aquilo que lhes é imposto ou o que “o mercado pede”.O que será de nós se todos virarem administradores, publicitários e advogados? Quem irá nos entreter, se todos dizem que artista (músico, ator, bailarino, desenhista) não é uma profissão digna? Quem vai nos ensinar, se todos reclamam que professor é mal pago? São discursos que a gente ouve desde pequeno, e que vão podando nossos sonhos, até conseguir que nos conformemos com essa “realidade” do mundo capitalista e globalizado. Já reparou como tudo gira em torno do “capital”? Quanto você produz, quanto você lucra, quanto você pode gastar. Tudo vira cifrões na visão dos poderosos. Os mesmos que dizem o que devemos - ou não – fazer, justificando e tentando nos persuadir de que só o dinheiro e o que ele pode comprar, é capaz de nos fazer feliz.
A internet é o meio de comunicação mais democrático. Poder acessar o conteúdo que você quiser, saber as notícias que estão passando em outro país sem precisa pagar um plano abusivo de assinatura de canais internacionais, conhecer pessoas e projetos que a tv seria incapaz te apresentar. A web, bem ou mal, te abre um leque de possibilidades.
A amizade é uma das coisas que o dinheiro não compra. Porque, quando ela é real, ter muito ou pouco dinheiro, não faz diferença.
→ "Você fuça a vida alheia??"
Falei.
P.S.: Desculpem a montagem tosca, mas tava sem saco paciência para ficar mexendo no Photoshop.
Eu freqüento festivais de música eletrônica. As polêmicas raves. Gosto de sentir os 140 bpm do som, não há muito o que explicar. O ritmo (potente!) da música me agrada. Fecho os olhos e danço até cansar. Gosto de sentir a forma como meu corpo reage a cada batida.
Sexo é sinônimo de dúvida e curiosidade de 5 entre 5 jovens. E, nessa idade, o lugar que freqüentamos e tiramos (ou tentamos tirar) todas (ou a maioria das) nossas dúvidas, é a escola. É lá que conhecemos nosso primeiro namoradinho, os amigos que vão nos acompanhar por toda a vida, os que vão nos acompanhar só até o final do colegial... É onde damos nosso primeiro beijo, onde aprendemos e colocamos em prática os palavrões, o lugar onde fazemos as primeiras travessuras... enfim, a escola nos ensinar um pouco sobre o que é a vida. Ou, pelo menos, nos inicia à ela.Não tenho tem jeito. Eu adoro um romantismo, declaracõezinhas em público e tal, mas não consigo me apaixonar por caras bonzinhos. Meus amigos dizem que eu só gosto de cara que "não presta". É verdade. Se você me apresentar um cara certinho, tímido, romântico declarado, e um mulherengo, que fale pelos cotovelos, vou gostar do segundo.
Mas vá lá, tem que ser um Don Juan legítimo. Sim, porque há muitos fajutos por aí, que fingem, querem ou tentam ser garanhões. Aquela imagem de virilidade, rudeza, de "macho", que não teme nada é confundida com ignorância, petulância, arrogância, exuberância ou qualquer coisa dessas que me causa ânsia.
O que me atrai, é a coragem. Uma virtude nobre, rara de se encontrar hoje, nessa sociedade conduzida pelo medo e pela culpa. É uma transmissão de segurança que poucos são capazes de ter. Ou o cara é, ou não é. Não adiantar tentar lutar contra a natureza. Se o cara nasceu covarde, dificilmente vai se tornar um guerreiro. Pra mim, o verdadeiro "homem com h maiúsculo" é esse. Coragem de enganar duas (ou duzentas?) mulheres ao mesmo tempo - a tal cara de pau -, coragem suficiente para enfrentar o que for necessário a fim de conquistar seu objetivo (ou sua 'vítima' haha).
É isso que me fascina. Pode ser que seja até uma disputa de egos (ego, alter ego... como quiser), quem sabe? Uma competição para ver quem é mais forte (eu ou ele), quem vai dominar quem, quem vai se render, quem vai afrouxar ou amaciar o outro primeiro.
Por isso, deixem-me quebrar a cara. É disso que eu gosto, guerrear.
→ Texto muito subjetivo, hein. Não sou sadomasoquista. É que é difícil explicar. Não achem que eu gosto de caras que se acham, por favor. É diferente. Eu tô falando de personalidade. (;
Pro TDB.
Atualização: Texto publicado no site www.capricho.com.br/tudodeblog! ;D
Que me perdoe o grande mestre Vinicius de Moraes, mas uma coisa eu discordo de sua poesia e filosofia de vida: que a beleza é fundamental. A beleza enche os olhos, encanta, inebria, seduz e tal, mas não é o que torna uma pessoa realmente bela.
É desagradável desinteressante ficar ao lado de uma pessoa que não tem nada a te acrescentar. Ou, como define muito bem um amigo meu, ficar perto de uma pessoa “oca”. Vazio. É isso que você sente, é isso que a pessoa reflete. Triste, triste. Talvez isso explique porque Vinicius casou 9 vezes. Cansava-se da beleza. Ou só a beleza o cansava.
Beleza é fundamental quando a única exigência é a beatitude. Do contrário, será apenas um atrativo complementar. Porque o que é essencial, como disse Saint-Exupéry, é invisível aos olhos. E a inteligência é uma dessas coisas essenciais. Quem nunca se decepcionou com um bonitão? O cara que só sabe falar a mesma coisa nada, que não tem assunto? Aquele que só sabe começar frase com "eu tenho", "eu comprei", "eu fiz"... É insuportável! A menos que você esteja interessada no que ele tem/comprou/fez. Nesse caso, basta - ter e - usar a sua beleza. É a única coisa que ele prima mesmo...
A verdade é que a beleza pode te proporcionar inúmeras oportunidades. Mas é só com inteligência que você vai saber escolher e aproveitar as melhores. (;
→ Pauta para o TDB da Capricho: "O que abre mais portas, beleza ou inteligência?"
Mulher bonita ganha brinde, desconto, tem preferência... mas vai ser sempre tratada como uma sex-symbol. A mulher inteligente, consegue tudo isso, por ser respeitada e reconhecida. Aí fica a teu critério escolher pelo que quer ser reverenciada. u.u
Uma música que eu adoro e que ilustra muito bem esse dilema, é a Nádegas a Declarar, do Gabriel o Pensador com a Fernanda Porto. Um trechinho dela: